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A obsessão é um dos maiores flagelos da humanidade de nossos dias.
Pode ser considerada uma doença espiritual já que é através da alma
que um espírito influencia o ser humano. O Código Internacional de
Doenças (CID) n.10 (F44.3) assim como Tratado de Psiquiatria de
Kaplan e Sadock, da Universidade de Nova York reconhecem a obsessão
estando assim incluída na medicina se bem que maioria das vezes seja
tratada com psicotrópicos. A obsessão pode ser difícil de tratar já
que para a mesma existir o obsediado tem de "permitir" que a
obsessão aconteça, mesmo que inconscientemente. O domínio que o
espírito obsessor exerce sobre o obsediado pode ser variado e
depende da razão da obsessão e do grau de consentimento do
obsediado. Uma obsessão não tratada pode-se tornar demasiado
prejudicial já que o espírito obsessor tudo faz para prejudicar o
hospedeiro desde a influência moral, ao desgaste mental ou á
perturbação física minando a vontade do obsediado e resultando em
enfermidades físicas e/ou mentais muitas vezes.
Habitualmente o obsessor busca retribuição (vingança) por danos que
lhe foram causados, fosse nesta vida ou numa vida passada agindo por
motivações que lhe parecem justas. A conduta do obsediado permite
que o mesmo seja assediado já que uma conduta louvável neutraliza
qualquer obsessão.
O obsessor pode se tratar de um ser desencarnado maioria das vezes
mas também existem os obsessores encarnados.
A melhor forma de se livrar de um obsessor é mudar de conduta e
"fechar as portas" que permitiram ao obsessor adquirir controle
sobre a alma do hospedeiro. Todo o trabalho efectuado para remover
obsessores deve ser acompanhado por um trabalho do obsediado já que
a libertação depende muitas vezes da quebra do "contrato" existente
entre obsessor e obsediado. Por outro lado livrar-se do obsessor não
significa que a dívida foi paga e por isso a importância do
obsediado fazer um trabalho interior que permita o "pagamento" da
dívida já que na Lei Universal nada fica por pagar.
Um velho índio norte-americano certa vez descreveu seus conflitos
internos da seguinte maneira: "Dentro de mim há dois cachorros. Um
deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão sempre
brigando." Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o
ancião parou, refletiu e respondeu: "Aquele que eu alimento mais
frequentemente...".
"É sabido que a medicinal reconhece a obsessão espiritual, como
possessão por espíritos. "O Código Internacional de Doenças (CID)
n.10 (F44.3), já reconhece os estados de transe e possessão por
espíritos; do mesmo modo que o Tratado de Psiquiatria de Kaplan e
Sadock, da Universidade de Nova York, no capítulo sobre Teorias da
Personalidade faz menção ao assunto; e Carl Gustav Jung, em sua
primeira obra, analisa o caso de uma médium, uma moca, "possuída"
por um espírito, no estudo que fez dos fenómenos ocultos. O termo
possessão por espíritos é usado pela Associação Americana de
Psiquiatria, no DSM 4 - casos clínicos". Entretanto, ainda muitos
buscam tratá-la de maneira "clássica", com psicotrópicos. Não quero
dizer que a medicação não seja válida. Muitas vezes o paciente
precisa da medicação para ter um "fôlego" e, paralelamente, fazer um
tratamento espiritual e emocional (consiste no amadurecimento
emocional -compreensão de suas emoções). Claro que o cliente deve
buscar o tratamento espiritual, respeitando sempre suas crenças, a
não ser que ele solicite uma indicação."
Marta de A. L. Moreira Mendes Psicoterapeuta Reencarnacionista,
educadora, pós-graduada em psicossomática e psicobiofísica,
escritora e pesquisadora.
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